sábado, 14 de janeiro de 2012


penso em vozes que são vulcões e distraio-me, ignoro o fio descarnado que me passa levemente pelos dedos... o corpo é matéria inflamável: arde, não apenas literariamente. recebo uma descarga elétrica, tensão em versos pelas veias, infligem dor, largo tudo o que me cabe nas mãos, os gatos assustam-se... estilhaços.... o corpo em fragmentos. o corpo. um grito a afundar o silêncio da noite. o corpo. e cantou como canta a tempestade, o corpo



E o meu coração, inutilmente incendiado,
despovoado, desfeito em cinza.
(...)






Marina Tsvétaieva
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