"Passeamos a noite inteira entre sândalos disseste-me
que eram sândalos e eu acreditei toda a noite
que passeamos entre sândalos naquela noite de março
na noite em que passeamos sem nos olharmos
num bosque de sândalos num mar de sargaços
(...)
quando acordaste e eu acordei a teu lado
sem noite sem sândalos sem mar em que acreditar
apenas a justa medida de um olhar no lado sombrio
do teu corpo desperto que sonhou no tom adequado
sobre um chão de terra virgem acabado de semear."



Carlos Alberto Machado 
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!