segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

...não me procures onde a memória arde e o destino se ausenta...



Despede-te de mim, bate devagar à porta, tenho vontade de recomeçar, reerguer escombros, ruínas, tarefas de pão e linho, não dar nome às coisas senão o de um vago esquecimento, abandono. Despede-te de mim como se a vida recomeçasse agora, não me procures onde a memória arde e o destino se ausenta. Tudo são banalidades, afinal, quando assim se recomeça e a vida falha como um material solar e ilhéu. Levamos poucas coisas, basta um pouco de ar, os objetos fixos, em repouso, os muros brancos de uma casa, o espaço de uma mão. Arrumo as malas e os sinais, aquilo que nos adormece em plena tempestade.






Francisco José Viegas
Postar um comentário

‘Cubra-nos com Teu Manto, oh Mãe’...

‘Cubra-nos com Teu Manto, oh Mãe’...  Quantas frases mal pronunciadas, sussurradas, cheias de uma pressa, de apelo e de fé elevei ...