Não me lembro da tua cara, meu amor, chego à rua e em todos os homens te reconheço, o que deve querer dizer que te estou a esquecer irremediavelmente. Mas desejo-te cada vez com mais violência, acordo a meio da noite com a sensação do teu hálito, os teus dedos percorrendo-me o interior do corpo, magoando-me, levando-me para o céu.



Inês Pedrosa
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!