A Flor que és
A flor que és, não a que dás, eu quero.


Porque me negas o que te não peço?
Tempo há para negares
Depois de teres dado.
Flor, sê-me flor! Se te colher avaro


A mão da infausta esfinge, tu perene
Sombra errarás absurda,
Buscando o que não deste.






Ricardo Reis
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!