Coloquemos um lenço sobre o rosto.
Não para o ocultar mas para que fique mais nítido o que vemos.
Essa há-de ser a margem das nossas feições,
a sua mais próxima brancura.
A respiração nem o toca sequer.
Outra brisa começava a atravessar o peito.
Ela vem agora ao nosso encontro sem qualquer ruido,
como se as mesmas folhas estivessem ausentes.
Sabemos há muito que é assim.
Depois o silêncio chega,
porque foi sempre a ele que estas vozes pertenceram.



Fernando Guimarães 
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!