sozinha na noite de outra pessoa


Jamais pedi um beijo. Em menina eu os dava, simplesmente. Agora tenho remorsos desse beijo que pedi em vez de dar, e você me negou. Medo de ter perdido o ímpeto confiante de beijar. Me sinto, como escreveu Clarice Lispector, sozinha na noite de outra pessoa uma outra pessoa íntima e estranha, feita de pedaços de você e de pedaços de mim.”





Inês Pedrosa
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!