sinto Deus, todas as noites, nos lírios
de Monet, olham por mim,
por esta sombra incerta que morre
aos poucos comigo, cobrem


de seiva viva a escuridão da casa
e afastam os demônios
que se escondem nas frestas do sono.


pela manhã,
junto as pétalas tenras
caídas no lençol, e rezo baixinho,

com os pardais, um verso branco.



Renata C. Botelho
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!