Dessas tardes que costuramos 'lembranças'


Caladas, bordamos uma eternidade. Nos sabíamos irmãs, mesmo com o fosso do tempo entre nós. Nos sabíamos em silêncio a bordar. Foi quando aprendi a pegar o silêncio com as mãos, enfiar no buraco da agulha, e escrever. Tudo que escrevo desfio dessas tardes. Desvio dessas tardes. Escrevo a saudade dessas tardes. E um nó na garganta. Amém...




Viviane Mosé
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Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!