sexta-feira, 19 de agosto de 2011

O silêncio...



Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,e o sono, 
a mais incerta barca, inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos 
e procuram nos meus navegação segura, 
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas, 

pelo silêncio fascinadas.



Eugênio de Andrade
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