O silêncio...



Quando a ternura
parece já do seu ofício fatigada,e o sono, 
a mais incerta barca, inda demora,
quando azuis irrompem
os teus olhos 
e procuram nos meus navegação segura, 
é que eu te falo das palavras
desamparadas e desertas, 

pelo silêncio fascinadas.



Eugênio de Andrade
13 comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Tudo é vário. Temporário. Efêmero. Nunca somos, sempre estamos!